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Veja dez atitudes para conseguir que seu filho obedeça e descubra se você age corretamente

Veja dez atitudes para conseguir que seu filho obedeça e descubra se você age corretamente

Prometer um castigo e não cumprir é tão nocivo quanto fazer

pequenas trocas na base da chantagem
-Pais erram ao dar broncas muito longas e frequentemente, dizem

especialistas
-Disputada carreira de celebridade mirim tem prós e contras para as crianças
-Brincar na infância é mais importante do que atividades extras, dizem especialistas
Falar, mandar e

repetir tudo de novo parece chato, mas muitas vezes é fundamental para a educação de uma criança. Não

obedecer na primeira vez em que os pais chamam a atenção não significa que o filho está fazendo pirraça –mas

é preciso cuidado para que não vire. “O processo de aprendizagem é contínuo e por isso precisa ser revisto

sempre. Repetir muitas vezes para que a criança compreenda e execute uma determinada tarefa é comum”, explica

a psicóloga infantil Jéssica Fogaça.
Isso ocorre porque o processo de memorização se constitui aos

poucos. “Iniciamos a fala com balbucios, depois com algumas sílabas para então chegar às palavras e,

finalmente, às frases completas. O desenvolvimento humano é um processo repleto de etapas. Partimos das mais

simples para as mais complexas”,diz a especialista.
Uma coisa de cada vez
Se o filho não obedecer

na primeira vez ou depois de tantas outras, o problema pode estar também na forma como a informação foi

passada e não em seu conteúdo. Acontece de os pais falarem tanta coisa ao mesmo tempo que as crianças não

memorizam tudo na hora. Ser claro e objetivo na solicitação e fazer um pedido apenas por vez são os

primeiros passos para o entendimento.
Desde cedo, as crianças aprendem que pai ou mãe não ficarão

repetindo a mesma ordem, mas vão exigir obediência. “Geralmente, chegam aos cinco anos cedendo ao primeiro

não. A desobediência ocorre ainda porque este processo de repetição significa para o filho um meio de manter

a atenção dos pais voltada para ele, que, em última instância, fica no domínio da situação”, diz a

psicopedagoga Maria Irene Maluf.
Pode ser que ele esteja fazendo pirraça para chamar a atenção. Se esse

for o caso, cuidado: a criança entende que não obedecer vale a pena e que, em algum momento, vai tirar

vantagem disso, afinal, os adultos vão se cansar e ela vai fazer o que quer, como um sinal forte de falta de

limites.
Nada de barganha
Prometer um castigo e não cumprir é tão nocivo para a educação do filho

quanto fazer pequenas trocas na base da chantagem. “É preciso ser coerente na fala e pensar antes de dar a

ordem e a consequência de seu não cumprimento. Ceder por insistência das crianças demonstra falta de

autoridade e desfavorece as ordens”, conta a psicopedagoga Maria Cecília Galelo Nascimento, professora da

Unip (Universidade Paulista).
Dar mais liberdade e alternativas para os filhos agirem é bom desde que

haja supervisão e que eles saibam que existem consequências boas ou ruins. “As crianças devem entender logo

cedo que os pais mandam, têm maior conhecimento das coisas e são responsáveis por tudo o que fizerem. Pais

são diferente dos irmãos ou dos amiguinhos”, completa Maria Irene Maluf.

Lições para um filho

obediente

1. Tenha certeza do que fala. Tanto da ordem que passou quanto de sua clareza e

entendimento. Explique objetivamente o que espera que seu filho faça e o que pode acontecer se não obedecer.

2. Crianças contrariadas choram. Elas estão começando a viver dentro da realidade, o que nem

sempre está de acordo aos seus desejos. Mas frustração, quando adequada à faixa etária, ensina a superar

problemas no presente e no futuro, principalmente se os pais estiverem no comando.

3. Evite falar

demais. Crianças não precisam de longos discursos sobre as razões pelas quais podem ou não fazer determinadas

coisas. Basta falar: resolvi por que é melhor para você.

4. Saiba escutar seu filho. Ao dar a

ordem, use de bom senso quando ele tentar negociar e chegar a um acordo. Assim, a criança se vê cumprindo a

ordem e os pais ficam satisfeitos e com autoridade.

5. Cuidado com “sim” e “não”. Eles devem ser

definitivos, combinados entre os pais e longe dos filhos. Nada pior que um dos pais tirar a autoridade do

outro.

6. Seja sensato e firme. Demonstre autoridade com uma fala objetiva e com tom de voz firme,

porém amigo. Aja com bom senso ao dar uma ordem. De nada adianta pedir algo que está além da capacidade da

criança.

7. Fique em alerta com a desobediência frequente. Isso significa que algo está errado e a

frustração dos pais muitas vezes se transforma em palavras e modos rudes. Se perceber que vai perder o

controle, saia do ambiente que está com a criança e só volte quando estiver seguro do que falar e fazer.

8. Dê atenção e amor. Pergunte para o filho como foi seu dia, como se sentiu na escola. Se algo

estiver errado (fez birra com a professora, por exemplo), avise que ele errou e que pode sofrer um castigo

por isso. Elogie bons comportamentos com beijos e abraços. Nada de trocar por presentes e promessas de

vantagens.

9. Diga “não” quando for preciso. Sempre de forma educada, controlada e segura. Isso

não magoa a criança, não tira a liberdade de expressão, de movimentos ou a criatividade, mas a torna mais

confiante e forte.

10. Imponha limites. Os filhos não adivinham o que devem fazer e se sentem

inseguros se não tiver alguém tomando conta deles, conduzindo seu comportamento nos momentos de novas

experiências. Limites são bons para as crianças e para os pais.